Leitor de livros Kindle e um Conto de Duas Amazons

kindle-brasilCom o lançamento da Amazon Brasil fica a pulga atrás da orelha de quem quer comprar ebooks tanto na loja brasileira quanto na americana. A Amazon, sem dúvida obrigada por seus advogados, só permite que uma conta do Kindle esteja atrelada a um únicopaís. Li artigos indicando que a mudança poderia ser contínua, ou seja, você pode ficar passeando de uma para outra.  Mas fiquei com a pulga Gorn atrás da orelha vulcana. Ainda mais quando você tem um leitor de ebooks Kindle físico, pois depois que você coloca a conta nele seu login fica transparente.

Embarquei nessa aventura.

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[review] Patrulha Estelar, o filme de cinema! Vale o download?

 

Um dos animes mais amados no Brasil é Patrulha Estelar. Exibido na extinta TV Manchete, logo no seu início, gerou uma geração de fã de animes, mesmo nem sabendo o que era isso na época. Aĺém de Patrulha Estelar, Pirata do Espaço (Groizer X), Don Dracula (Don Dorakyura) e Super Aventuras (Manga Sekai Mukashi Banashi) fizeram a cabeça de uma geração de crianças e adolescentes.

Patrulha Estelar teve 3 temporadas na TV e inúmeros filmes de cinema. Que eu saiba nenhum estreou em cinemas no Brasil, apesar do sucesso da série original.

Uma curiosidade é que os nomes dos personagens no Brasil seguiram a versão americana, assim Yamato vira Argo, Kodai vira Derek Wildstar, etc. A própria série original se chama Uchu Senkan Yamato, algo como Encouraçado Espacial Yamato, e não Star Blazers.

Mas o foco aqui não é falar do desenho, e sim do filme.

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O salvador de Spartacus

A indústria do entretenimento é realmente uma maquina incrível. As vezes combinações perfeitas levam as resultados insípidos e muitas outras vezes o improvável acontece, e elementos dispares e improváveis geram uma fórmula de sucesso.

É o caso de Spartacus: Blood and Sand. Na superfície, não temos nada demais. Um seriado com uso excessivo de CGI no estilo 300, por ser uma série televisiva, não tao apurado visualmente. Violência, batalhas e sexo. Personagens muitas vezes risíveis. Um piloto absurdamente ruim. Tudo parece a príncipio apenas um rip-off do filme Gladiador.

Mas eis que desse pot-pourri algo se destaque. Um elemento que sempre elude Hollywood mas que tem a magia de suplantar falhas e defeitos, e elevar coisas medíocres a grandeza. Esse mítico elemento poderia ser a direção, poderiam ser grandes diálogos, ou grandes personagens. Mas se em Spartacus algo disso se destaca, sendo seu elemento primordial, são bem elaborados e ousados roteiros.

O grande destaque de Spartacus não são os atores, embora tenhamos boas atuações, algumas caricatas como a de John Hannah (Batiatus), outras diabólicas como a de Lucy Lawless (Lucretia), ou simplesmente fracas como a de Manu Bennett (Crixus). Mas o personagem de Spartacus (Andy Whitfield) em si cresce com a ousadia do roteiro. E nisso um bom ator se revela, e no meio da rudez temos um personagem crível e complexo a seu modo próprio

Ao contrário do que parece a primeira vista, Spartacus não é nosso herói padrão. Ele é muitas vezes burro, maldoso e vingativo. Até desonesto. Ou seja, humano.

As situações na série são bem construídas e os roteiristas não poupam a vida de um bom personagem se isso for para o bem da história. Assim temos um seriado onde a empolgação e o inesperado crescem a cada episodio, e onde o ótimo roteiro permite que as peças se encaixem com fluidez.

Mas não se enganem, o roteiro não é perfeito, não é cheio de grandes dialogos, embora eventualmente os tenha, mas tem tanta esperteza e inteligência que fazem outros seriados como V serem obliterados em vergonha.

Tais proezas de roteiro foram executadas em outros tempos por vários seriados, como no sci-fi Babylon 5 e seus arcos multitemporadas. Spartacus se mostra herdeiro dessa tradição, embora a execução por agora tenha sido em uma temporada.

Assim, os personagens vão crescendo, e as falhas eventuais são perdoadas. Quando o todo é consistente somos mais lenientes com os pequenos desvios dos personagens, e situações nem sempre plenamente convergentes.

Pois que Spartacus se mostra uma ótima serie. Sem dúvida, não é para qualquer audiência. As cenas de violência beiram o mau gosto, existe nudez e sexo em exagero, cabeças rolam e voam, tripas explodem, mesmo que sejam quase caricatos. Mas mesmo com essa absurdez de elementos, os criadores acabam levando cada episódio além. Spartacus sem duvida é uma das séries da última década que pode ser facilmente enquadrada no que os americanos chamam de guilty pleasure.

E no fim, o somatório é muito maior que a soma das partes, e gloriosamente podemos dizer que Spartacus foi salvo pelo roteiro. Ave Imperator, morituri te salutant.

PS: Para um outro ponto de vista, confiram o sempre excelente texto do Depois do Trampo:

http://www.depoisdotrampo.com.br/2010/11/saldao-de-series-spartacus-blood-and.html

[review] Back to the Future: The Game – episódio 2

Depois de uma excelente estréia, a Tell Tale Games liberou o episódio 2 do adventure De Volta para o Futuro: Get Tannen. Na parte técnica temos o mesmo engine, mesmas vozes e trilha sonora. O que mostra que os próximos episódios não vão mudar isso. Os ambientes continuam confinados, e os diálogos poderiam ser melhor explorados no lado do humor. Um Ron Gilbert faz falta!

O episódio 2 começa bem devagar e aos poucos vai ganhando fôlego A jogabilidade continua bem linear, mantendo o elemento de usar muito pouco os tradicionais itens de inventário dos adventures.

Doc Brown poderia participar um pouco mais. Uma ótima idéia seria podermos controlá-lo nos próximos episódios, mas não me parece que seja algo que vá acontecer.  Praticamente temos o mesmo elenco do episódio 1, com uma ou duas novidades, como o policial Parker e a cantora Trixie. Uma grata surpresa é uma parte musical interessante, com uma espécie de puzzle com músicas algo original.

Mas realmente o grande destaque deste episódio é o ótimo cliffhanger, o qual promete mostrar uma Hill Valley bem diferente do que conhecemos, não o tradicional império dos Tannen das linhas alternativas de BTTF mas sim algo inesperado. Foi uma excelente sacada da Tell Tale, o que faz a expectativa pelo episódio 3 ficar bastante elevada.

Em suma, o episódio 2 se constrói na ótima fundação do anterior, mantendo um adventure bastante acessível, em especial com o uso do excelente sistema de dicas.

AVALIAÇÃO:

TRAILER:

[Review] Back to the Future: The Game – episódio 1

Adaptações de filmes sempre foram uma coisa complicada na história dos jogos eletrônicos. Na maioria das vezes foram caça-níqueis, sendo poucas as que realmente transcenderam o momento. De Volta para o Futuro já teve vários adaptações, desde o NES até Pinball.

Depois de 25 anos, de Volta para o Futuro recebe o tratamento adventure pela Tell Tale Games. A empresa esta sendo uma das responsáveis por manter o gênero vivo, com novas aventuras de Sam & Max e do adorável amante de grog, GuyBrush Threepwood de Monkey Island. É um fechamento de ouro para o aniversário da trilogia, já que os filmes em blu-ray saíram esse ano.

Para um fã da trilogia, foi um grande motivo de alegria poder curtir uma nova aventura da cine-série, bem melhor do que qualquer quarto filme que certamente seria um desastre (o apócrifo Indy 4 que o diga). O formato tradicional da TellTale é episódico/seriado, onde logo no inicio você compra o jogo inteiro, mas vai recendo os episódios das aventuras em partes. No caso de BTTF são cinco episódios por US 24,95.

Vamos então a análise do 1º episódio, o esperado retorno de BTTF aos games.

História e  Gameplay

O jogo teve consultoria do produtor original dos filmes Bob Gale e podemos notar isso nos detalhes. A história é bem amarrada e interessante, usando bem os personagens clássicos, introduzindo novos, e projetando outros no passado como é tradicional na série.

O gameplay é algo confinado. As áreas são pequenas, você mal pode explorar outros tempos antigos de HillValley. Para controlar o Martin McFly podemos usar o mouse ou o teclado. A posição fixa da câmera trás alguma confusão, pois ficamos meio sem saber onde podemos nos movimentar, e a restrição de movimento é grande. Espero que melhorem isso nos próximos episódios.

Os puzzles típicos de adventures estão ali. Não há nenhum muito difícil para quem já jogou muito o gênero, e para os iniciantes existe um sistema de dicas integrado que já virou norma nos adventures modernos. Nem tentem combinar items pois nesse 1º episódio isso não é necessário! 🙂

Gráficos

Os gráficos são muito interessantes. São bem cartoon, não buscam um hiper-realismo, mas são bem detalhados. O jogo é renderizado 3D mas de uma forma bem discreta. A abertura, uma reconstituição da primeira viagem temporal do DeLorean, é quase de arrepiar.

Som

O jogo tem a dublagem do Christopher Lloyd,  o que trás um brilho fantástico ao jogo. Ainda bem que na falta do original, conseguiram um sound-alike quase perfeito do Michael J. Fox. Efeitos especiais originais são bem usados, além é claro do inesquecível tema. Em termos do jogo em si, os efeitos sonoros poderiam ser mais trabalhados, mas esta dentro do razoável, considerando um lançamento de uma pequena software house.

Conclusão

Ainda é cedo para chegarmos a um veredicto completo mas o primeiro episódio foi uma ótima, embora curta, introdução a essa recriação do mundo de BTTF no reino dos adventures.  De qualquer modo, imperdível para fãs da série. Agora é aguardar o próximo episódio que sai em fevereiro!

AVALIAÇÃO:

VEREDICTO: Jogue, vale a pena.

[Review] Iron Man 2, what a mess!!!

Armadura sem coração, e não estamos em Oz

Hey man, what a mess? Como pode um filme que deveria estar tão bem encaminhado ir tão mal? Homem de Ferro 2 é a prova que bigger is not better. Meu Deus, estavam com a faca e o queijo na mão mas numa jogada típica de Hollywood fazem um filme de grande bilheteria mais sem alma.

O roteiro é o mais padrão possível, sem qualquer novidade ou ousadia. Totalmente bobo, linear e previsível. Se o primeiro filme tinha bons diálogos, e momentos quase mágicos na performance de Robert Downey Jr., no segundo temos apenas o mais do mesmo mas com diálogos piores, falta de timing nos momentos cômicos e ausência de qualquer senso de ameaça nos momentos dramáticos.

A edição é péssima lembrando os piores momentos da nova trilogia de Star Wars. Fundo do poço, hein?  A ótima cena de batalha com da Viúva Negra é gasta com cortes para a luta do imbecil do segurança, tudo isso para ter uma ceninha irônica no final. Esse é apenas um exemplo da péssima edição, da preguiça voltar ao filme para colher outros. A batalha em Mônaco é bem-feita, embora muito forçada, e no que importava, que era Tony lutando como Iron Man, e ainda em sua armadura portátil, dura pouco.

Poxa, Tony!

O filme falha miseravelmente em melhorar o que havia de ruim no primeiro, e piora o que havia de bom. Tony Stark esta mais caricato que nunca, um gênio ou Curly? Pepper que no primeiro filme estava muito bem, nesse se mostrou fora de sintonia em várias situações, e serviu só para gritar e gritar histericamente. A relação de tapas e beijos dos dois ficou longe de funcionar como no primeiro filme, onde era mais tênue, eficaz e realista.

A tentativa pífia de invocar a ótima saga Demônio na Garrafa, que envolve o alcoolismo de Tony não passa de um mero relance. Toda a história do envenenamento com Paladium foi boba e previsível, apenas uma situação para a aproximação do bad-ass Nick L. Jackson Fury.

Calma Tony, é apenas um filme!

Poxa, uma das deficiências do primeiro longa foi a batalha final, um tanto boba e curta. Nesse conseguiram fazê-la em maior escala, porém sem qualquer alma ou senso de ameaça para os combatentes. Falta ousadia, imaginação, inventividade nos combates. Falta uma direção forte que extraia o melhor dos atores, mesmo contracenando com telas azuis. Fizeram mais um daqueles filmes, onde nada se ousa, onde o mais do mesmo esta presente, um filminho de ação a ser esquecido logo depois de sair do cinema, ou do sofá. Um blockbuster para se misturar a outros, e depois ir para o esquecimento. No 1º filme tivemos aquele ótimo ínicio com a criação da armadura, com excelente uso do ótimo personagem Yinsen. Onde esta alguma seqüência que chegue ao menos aos pés dessa?

Vou dar porrada, eu vou, e ninguém vai me segurar, aha, aha!

Whiplash se mostra patético, numa tentativa de colocá-lo entre alivio cômico com seu sotaque, com alguns momentos de supervilão. Não colou!!! Será que vale a pena falar do idiota do Justin Hammer? Sua comicidade é patética, e como uma ameaça, mais ameaçadora é a conta de luz do Tony Stark.

Uma boa luta não salva um filme, mesmo com a Viúva Negra

 

A bela Scarlett Johansson parece não saber porque esta ali, cumpre seu papel em piloto automático. Não tem bons diálogos, se salvando só pela grande cena de ação. Exauriram qualquer personalidade que o personagem tem nos quadrinhos.

Nick L. Jackson Fury na versão Millenium, esta ali em mais atuação típica Samuel L. Jackson, bad-ass e só. Não mostram nem uma pitada do que seria a grande S.H.I.E.L.D. Eu sempre considerei o Nick Fury do universo normal Marvel um personagem mediano. O do Millenium é muito melhor, vamos ver se a Marvel sabe aproveitar isso nos próximos filmes. Difícil botar fé.

A solução final do golpe super-gêmeos-ativar das armaduras é idiota, mas afinal, o que esperar nessa altura do filme?

Pois é, não gostei, me perdoem os que adoraram, mas esse filme não tem alma, coisa que o primeiro tinha de sobra. O que se salva é o martelo de Thor na cena extra, e o desejo que o Deus do Trovão tire os filmes da Marvel desse buraco que esta sendo cavado.  E tenham medo, MUITO MEDO, do filme dos Vingadores!

AVALIAÇÃO:

VEREDICTO: Não tendo nada melhor para fazer, assista.

[Review] Batman: Under the Red Hood

Dos quadrinhos (ou torrent mais próximo) para sua TV

Nos últimos anos tenho tido alguma preguiça de ver desenhos baseados em super-heróis. Sempre falta algo, fica aquele sentimento de que seguraram o roteiro e as situações para não restringir o público (leia aí crianças, que sempre imaginam mais burras e indefesas do que são).

Sei que saíram desenhos que parecem legais como o da Liga da Justiça, Crise nas Duas Terras, Lanterna Verde, Hulk e alguns outros. Mas nem isso me moveu a assistir.

Todavia resolvia ver o novo Batman. Na superficie tem tudo para ser bom. Produzido pelo talentoso Bruce Timm da fantástica série animada original do Batman (The Animated Series). Roteiro do Judd Winick (que vontade de dizer da…), um roteirista já tarimbado dos quadrinhos.  Vi em alta definição.

O desenho é baseado em arcos recentes do Batman nos quadrinhos. Não vou entrar em spoilers aqui mas quem não leu, talvez tenha algumas surpresas. Eu passei os olhos nesse arco nas bancas, e li uma história ou outra, mas só superficialmente.

A ação é praticamente non-stop, combates muito bem feitos e um Batman crível, mesmo na sua realação com um Robin, como se deve ser, hiper-colorido e gay (no sentido original do inglês e  sem conotações homossexuais).
Tenho a reclamar que parece que o Batman parece que ganhou super-poderes, pois praticamente desvia de balas! Mas até que no contexto da história, é um pecado menor.

O velho demônio reaparece, viva o Batman Begins!

O desenho faz um uso mediano do Rãs Al Ghul (poxa, como se escreve isso). Daqueles personagens que são lembrados por causa dos filmes. E o Coringa, achei um pouco desperdiçado, e com visual que não me agradou, mas não faz feio.

 

Não foi meu Coringa predileto mas deu para o gasto. Merecia melhores diálogos.

Não espere nada revolucionário. É aquele mais do mesmo, mas bem realizado. Até a metade do desenho avaliaria como 3,5 nerd-pins.  Analisando o todo, vale 4 nerd-pins.

AVALIAÇÃO:

VEREDICTO: Assista, vale a pena.